sábado, 18 de abril de 2009

Unção outros não são

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O Substantivo (Unção)
Unção, todo mundo quer ter, até quem não sabe o que é.
O termo deixou de ser bíblico depois que passou a ser composto.

Hoje temos unção “ Unção da prosperidade”
“Unção de Multiplicação”
“ Unção de Conquista”
“Unção da capa de Elias”

“Unção do Cai, cai” e acreditem tem até a “ Unção da lagartixa”.
E que bom seria se acabasse por aqui, porém imagino que a unção da multiplicação, multiplicou os nomes de unção.

O Verbo ( Ungir )

No mercado circular a regra sempre é : para aumentar a procura deve aumentar a oferta, então vamos lá.

Você pode levar o óleo da unção por apenas R$ 16,50 a compra pode ser feita pela internet, com ele vai poder ungir sua casa contra mau olhado, pode ungir seu carro, cartão de credito. E caso tenha duvida se com ele pode ungir as partes intimas de seu marido recomendo mesmo se seu pastor responder sim, que você consulte o químico responsável pelo produto.

O Adjetivo ( Ungido )

Muitos querem ser chamados de ungido e em sua vaidade até pensam ser eles apenas ungidos enquanto o resto da igreja não é.
O titulo de ungido tornou alvo de ambição de quem não aceita ser como os outros.
Sempre apelam diante da critica para texto como ” Não toqueis no meu ungido” texto que fala concernente a agressão física e não repreensão doutrinaria, Paulo sabendo disso não receou em repreender o também ungido Pedro.
O adjetivo ungido é para todos o que possuem o Espírito Santo, e quem tem o Espírito já tem a Unção. 1 João 2: 20, 27

Explanação

No antigo testamento a unção era um ato cerimonial praticado pelo os judeus, eram ungidos reis, sacerdotes e profetas com o intuito de outorgar poder, separar e confirmar perante todos o oficio, também eram ungidos parte do tarbenaculo, e estava presente no dia a dia como purificação e tratamento terapêutico.

Agora no novo testamento a unção com óleo aparece apenas para os doentes.
A ação do antigo testamento de outorgar poder, separar não é mais figurada pela a unção com óleo mais sim pela ação do Espírito Santo quando entra na vida do homem. No novo testamento não é mais o sacerdote (pastor, bispo, apostolo ) que unge, mas é Deus, e não faz como um ato cerimonial de derramar o óleo mais sim de enviar o seu Espírito aquele que recebe o Filho por Salvador. 2 Cor. 1:21

Infelizmente hoje muitos voltaram a praticas judaizantes e querem ungir tudo pensam que o óleo tem poder mágico. Ungir tornou se em mais um “ponto de contato” para os que não conseguem ainda se familiarizar com a fé que é invisível.


Alan C. Corrêa

quarta-feira, 8 de abril de 2009

O Pai nosso

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Jesus esta orando e os discípulos assistindo, quando termina um de seus discípulos pede para que Ele os ensine a orar. A oração rotineira para todos os judeus é o shema .

O Shema é a citação de algumas pequenas partes da Torá que estão em Deuteronomio e Números.

Os Judeus repetem todos os dias (pela manhã e noite ) esta oração. Foi por isso que Jesus fala nos versículos anteriores ao “Pai nosso” para não usar de vãs repetições, era uma confrontação direta ao costumes dos Judeus de repetirem o Shema.

Outra característica desta oração é que o Talmud ( Escrito Cerimonial Judaico ) afirma que é admissível orar em qualquer idioma que possa entender, mesmo assim o judaismo tradicional que é muito religioso só aceitava a oração que fosse feita em Hebraico uma língua considerada para eles sagrada. Isso era tão real que conta-se uma historia clássica de um Judeu ignorante que não falava o hebraico mais que queria muito orar.

O homem começou a recitar o hebraico só que ele sabia apenas o afalbeto. Ele recitou uma e outra vez, até que um rabino perguntou o que ele estava fazendo. O homem disse ao rabino, " Santo e Bendito seja Ele que sabe o que está no meu coração, estou dando lhe as cartas, e Ele com elas forma as frases para mim"

Quando Jesus ensina a oração do Pai nosso mesmo sabendo falar o hebraico Ele a faz de proposito em Aramaico ( Aba pai ) justamente para confrontar a religiosidade das orações dos judeus.

O Shema é a oração mais importante para o judaísmo, traz sua regra de fé Monoteista, porém com uma curiosidade peculiar ela não fala diretamente a Deus, ela se dirige a Israel (Shemá Yisrael Ad-nai Elokêinu Ad-nai Echad - Escuta ó Israel, Ad-nai nosso D-us é Um).

E quando Jesus diz vos orareis assim : “ Pai nosso... “ Ele vai contra tudo o que o judeu estava acostumado, pois Ele fala diretamente com Deus. A nossa comunhão com Deus permanece como Jesus ensinou, é direta para com Ele.
Alan C. Corrêa

terça-feira, 31 de março de 2009

A Cruz, a nossa.

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O fundamento de nossa fé é a cruz não é uma cidade como Meca ou Roma, é um instrumento usado para morte.

Tirar a cruz do evangelho é tirar as cores secundarias de um arco-íris, continua arco-íris, porém sem vida. Como definiu Bonhoeffer um missionário que foi morto nos campos de concentrações “ graça barata é como graça sem cruz”

Infelizmente hoje são muitos os atalhos oferecidos em denominações para nos facilitar a caminhada, amenizando nossa real responsabilidade mas a "verdadeira teologia e o reconhecimento de Deus estão no Cristo crucificado” M. Lutero.

O verdadeiro discípulo carrega sua cruz, com uma diferença, no final da via dolorosa o discípulo não morre na cruz por que Jesus já morreu nela por ele.

Jesus não morreu na cruz para nos livrar do instrumento de morte mas para algo maior como falou Jonh Piper “Cristo morreu para nos salvar do inferno, não para salvar-nos da cruz.”

A cruz permanece, é a morte do nosso eu, é o “negar-se” que Jesus falou é o fardo que carregamos preocupados com tantos outros que ainda dormem em escuridão é como escreveu Max Lucado “carregar a cruz de Cristo, portanto, é tomar a aflição de Cristo pelas pessoas do mundo”

Quem via um individuo carregando uma cruz na quela época tinha certeza de uma coisas, iria morrer, a cruz continua sendo um indicador de morte, mas morte de nosso eu.

Bem, não somos obrigados a carregá-la como foi Simão de Cirene, ela é uma condição de quem quer seguir a Cristo, é para aquele que quiser ir a pós Ele, e para aqueles que quer viver o verdadeiro sentido da caminhada cristã.

Alan C. Corrêa

sexta-feira, 20 de março de 2009

O aquecimento da terra prometida

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É impossível falar de aquecimento global sem falarmos da subida dos oceanos, uma das maiores consequência do aquecimento que esta em passos acelerados.

Não quero discorrer sobre textos como Lucas 21:25 ( Bramido do mar ), se refere-se ou não a subida dos oceanos ? quem sabe em outra oportunidade falemos sobre, quero falar da preocupante situação ambiental que se encontra a terra prometida.

A subida dos oceanos consequente do degelo das geleiras entre outros fatores ameaça diretamente as regiões mais baixas da terra.

Enquanto os românticos se preocupam com a doce Veneza, e o turismo em geral com as lindas cidades litorâneas, grupos de arqueológicos estão preocupado com o oriente médio, uma região rica em evidencias das 3 principais religiões monoteísta do mundo.

Cidades como a antiga Jericó localizada na Palestina, que fica na região mais baixa da terra, esta na lista das principais cidades ameaçadas, quando o mar avançar vai apagar a geografia do caminho onde Jesus realizou milagres.
Porém a subida do oceano não pode afogar nossa fé que independente de escavações arqueologicas, localizações geograficas, evidencias palpáveis, prevalece dizendo Ele é real e esta vivo e uma coisa é certa Deus esta no controle e é “ Ele que junta a água do mar em um odre” Salmo 33.

Alan C. Corrêa

segunda-feira, 9 de março de 2009

Fariseus hipócritas dos dias de hoje

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DR. Hollywood e JESUS são antagônicos. O cirurgião plástico trabalha o aperfeiçoamento da imagem, enquanto JESUS enfatizava a importância do aperfeiçoamento das intenções, sentimentos e motivações.

JESUS nunca se enganou pelas exterioridades humanas, nem necessitava que alguém lhe desse testemunho do homem, pois ele bem sabia o que existia no homem. A diferença entre o olhar de JESUS e o nosso está na possibilidade DELE olhar dentro ou para dentro.

JESUS quer que o exterior seja a expressão do interior, e quando não é assim, o que existe é hipocrisia.

Fazer gestão da imagem é ser o fariseu de hoje.

Buscastes limpeza de mãos; não defraudaste, não feristes o próximo, não subornastes ninguém e nem tocastes no proibido. Tudo isto é bom! No entanto, lembra amigo, que JESUS disse bem aventurado os limpos de coração, não de mãos! Pois quantas vezes fugistes dos pecados acima para fazer gestão da tua imagem e outras tantas isso só não aconteceu como exterioridade, mas habitou teu coração!

Fugiste do ato de adultério em si, mas conseguiste não olhar com impureza? Qual era tua motivação? A obediência a DEUS ou a preservação da tua imagem, agenda e cargo? Amigo, lembra que para JESUS o que importa não é somente o ato, mas o que existe como desejo, pois disse “ aquele que em seu coração olhou com intenção impura, já cometeu adultério”.

Nunca feriste ninguém, muito menos mataste, mas se cultivastes o ódio, também és réu de juízo!

Fotos de casais sempre são românticas: poses, sorrisos e paisagens. E se fosse inventada uma máquina capaz de fotografar a alma dos pombinhos? Quantos casamentos sobreviveriam? Por que o que muitos casais fazem é gestão da imagem. Lembra que DEUS não tem prazer no divórcio e nem na hipocrisia!

Leste como louco a bíblia e comentários dela . Mas o que deixou de ser conhecimento e tornou-se pão que faz viver? Quanto deixou de ser leitura e tornou-se espírito e vida? Quanto foi gravado na mente e quanto foi escrito nocoração? Não se satisfaça com as exterioridades das práticas devocionais!

Quantas vezes orastes, porque tua função é esta, teu costume é este e o momento pedia isto, mas no coração não havia fé. Lembra que isto aconteceu com Zacarias e com a igreja que orava por Pedro. Por que acha demasiadamente difícil que aconteça contigo?

Quantas vezes cantastes porque foste chamado, ou porque era o momento no culto. Há quanto tempo tua alma não engrandece ao SENHOR? Lembra que JESUS não se impressiona com palavras, nem com hinos, e nem melodias e constata que o povo é capaz de louvar com a boca e manter o coração longe.

Quantas vezes gritastes Glória para atender a demanda do culto, fazer coro com os irmãos, evitar ser chamado frio, atender o pregador. Grito pra fora e silêncio sepulcral para dentro!

Entregastes ofertas, dízimos, sacrificastes até o que não tinha. Querias primariamente fugir do devorador e não ser amaldiçoado, mas tudo que deste que não foi por amor, de fato nunca existiu como entrega para DEUS, pois ama ao que dá com alegria e com amor, não o interesseiro, medroso e investidor.

Pregastes, cantastes, evangelizastes, expulsastes demônios, fizestes maravilhas. Realizastes a obra de DEUS para fora, mas se não permitiste que DEUS realizasse a obra DELE dentro de você, és um desconhecido de JESUS que usa o nome DELE!

E se ainda entregares teu corpo para ser queimado, deres tudo que tens aos pobres, falares a língua dos anjos, entenderes mistérios e ciências, diante disso tudo seres consagrado publicamente como o cristão do século, e no fim não tiveres amor, nada aconteceu para DEUS, pois era tudo incoerente entre o exterior e o interior: lobo em pele de cordeiro, sepulcro caiado, figueira sem fruto, copo limpo do lado de fora,etc.

JESUS opera dentro de nós, Amém!

Alessandro D. Corrêa

Púlpito Vazio

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“Eu, de muito boa vontade, gastarei e me deixarei gastar pelas vossas almas;..”(II aos coríntios 12:15)

O pregador pode ter a eloqüência de Apolo mais se lhe faltar o conhecimento e a comunhão com Deus, seu sermão vai ser como disse Lloyd Jones “ luz sem calor “.

Trocar o púlpito por um show é roubar da ovelha o direito de comer nos verdes pastos do salmo 23, levar para nossos púlpitos profetas com falsas profecias que expulsam demônios que não existem e alarma curas que Deus não realizou é transformar aprisco em arraial de espetáculo.

Já não agüento mais jargões, frases prontas, promessas de uma exegese feita ao meu favor, não quero ser manipulado por um orador que quer um auditório radiante quando deveria querer o corpo de Cristo edificado, quero a palavra revelada em seu sentido comum mais de uma fonte boa.

Um bom sermão não nasce de um mero acaso, nasce como uma vacina, em uma laboratório com anos de pesquisa, tem que nascer como diz Charles Finney “ Estudando a bíblia de joelhos até que receba a revelação Divina”

Perguntou-se em certa ocasião ao famoso evangelista H.W. Beecher:
– Quanto tempo levou para preparar o sermão desta manhã?
– Quarenta anos, foi a resposta.

Quem não goste de lê que também não goste de ensinar, se os pregadores freqüentarem mais seu quarto de estudo e de oração, nós não vamos mais ver uma igreja que sai do culto simplesmente feliz pelo o que ouviu, mais que sai se condenando porque minutos antes sua vida foi confrontada e não massageada.

Qual é o segredo de pregadores bem sucedidos como João Wesley, se não a dedicação, olha como era sua agenda:

Segundas e Terças – Grego, Historia romana e Literatura.
Quarta – Lógica e Ética
Quinta – Hebraico e Árabe
Sexta – Metafísica e Filosofia Natural
Sábado – Composição de oratória e Poesia
Domingo – Dinvidade.

Se um bom musico investe seu tempo ensaiando horas para tocar uma única musica com excelência, quanto tempo o pregador deveria investir para levar alimento verdadeiro a tantos que estão sedentos ?

– Certo Quaker velho, que encontrou seu pastor passando o tempo
numa caçada lhe disse:
– Sr. Parson, se eu fosse uma raposa, saberia esconder-me de tal
maneira que nunca me acharia.
– E onde ia se esconder?
– Em seu quarto de estudo, respondeu astutamente o Quaker.

Alan C. Corrêa

domingo, 1 de março de 2009

Um Poliglota de Tarso e um de Nazaré

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Paulo foi a mola propulsora no avanço da igreja do primeiro século. Se os gregos buscavam sabedoria e os judeus sinais, Paulo podia atender a ambos.

Seu ministério estava respaldado do alto por sabedoria e sinais.

Se formos falar da sabedoria de Paulo temos que ressaltar sua aptidão em idiomas, Paulo era fariseu filho de fariseu e por isso um grande estudioso da lei, a qual estava em hebraico, muito provavelmente sabia o hebraico.

Em sua defesa em Jerusalém, Paulo conversa com o comandante romano, e este se impressiona, e pergunta se ele sabia falar o grego.

Certamente Paulo se dirigiu a ele na língua que movia o mercado na época, o grego.

Ainda no mesmo episodio, ele inicia seu discurso com a multidão e ela fica em silencio, algumas traduções disse que ele se defendeu em hebraico, mais devido a multidão e ao lugar certamente foi o aramaico.

Jesus também tinha intimidades com essas três línguas ( Hebraico, Aramaico, Grego ).

Ele entrou na Sinagoga e leu o rolo de Isaias ( Escrito em Hebraico ) .

Disse certa feita que não passaria nem um Til nem um Jota da lei, nesse momento com muito conhecimento Jesus fala das 2 menores letras do alfabeto grego, além de sabermos que andou muito pela Galileia a qual Mateus deixou escrito que era Galileia dos gentios e não dos Judeus, a comunicação tinha que ser em grego e não em hebraico.

Na cura da filha de Jairo, na oração do Pai nosso e no brado da cruz, temos evidencias do Aramaico, muito provavelmente idioma que Jesus também falava.

Não é de se impressionar com a intimidade que Paulo tinha com os idiomas, mais a intimidade de Jesus sim, afinal aluno de Gamaliel só foi Paulo.

Alan C. Corrêa